quinta-feira, 11 de junho de 2009

Regulamento FITA

REGULAMENTO DO ESPORTE

- As competições oficiais obedecem ao regulamento internacional da FITA e podem ser Outdoor e Indoor.

- As provas Outdoor, são realizadas em campo aberto onde são atiradas 36 flechas em cada distância, totalizando 144 flechas por torneio, sendo 90/70/50 e 30 metros para os homens, 70/60/50 e 30 metros para as mulheres, num tempo de 4 minutos para cada 6 flechas atiradas nas distâncias maiores e 2 minutos para cada 3 flechas nas distâncias menores. O campeão do torneio será o arqueiro que fizer o maior pontuação na soma das 4 distâncias.

- As provas Indoor são realizadas em ambiente fechado (ginásios, galpões etc.) e consistem em duas séries de 30 flechas totalizando 60 flechas, atiradas de 3 em 3 em um tempo de 2 minutos para cada 3 flechas em alvos colocados à 18 metros. O campeão será o arqueiro que alcançar maior pontuação no total das 60 flechas.

- Nos Jogos Olímpicos, visando o interesse de transmissão pela mídia, a competição foi resumida em um combate eliminatório homem a homem entre os 64 melhores arqueiros do mundo, sendo a prova disputada na distância de 70 metros. Estes arqueiros são escolhidos através de sua classificação nos Campeonatos Mundiais Outdoor e das Seletivas Continentais.

A Modalidade FIELD

Regulamento

Alvos
São quatro grupos de alvos variando a distância da linha de tiro de acordo com o grupo.

Grupo 1* – 37m a 55m

Grupo 2* – 27m a 42m

Grupo 3* – 18m a 32m

Grupo 4* - 9m a 18m

* distâncias regulamentadas pela IFAA (na conversão de jardas para metros "arredondou-se" a metragem)

Posição de Tiro
As posições de serão demarcadas por “estacas” nas cores azuis (master e arco composto) e vermelhas (arco recurvo e iniciantes).
O arqueiro deverá tocar a “estaca” com seu pé de apoio, o dianteiro, devendo seu corpo permanecer atrás da “estaca”.
Alvos do Grupo 1, o arqueiro deverá atirar da primeira “estaca”, errando o tiro deverá encaminhar-se para a segunda “estaca”, que está 5m à frente da primeira; precisando atirar uma terceira flecha deverá ir para a terceira “estaca”, 5m à frente da segunda.
Alvos do Grupo 2, o mesmo para os alvos do Grupo 1 exceto a distãncia entre as “estacas” é de 3m.
Alvos do Grupo 3 e 4, somente uma “estaca” indicando a posição de tiro.

Pontuação
Em todos os alvos existem duas áreas de pontuação, uma central, também chama de “mortal”; e uma periférica, chamada de “ferimento”.
A pontuação variará de acordo com o número de flechas atiradas.
1ª flecha – “mortal” = 20 pontos
1ª flecha – “ferimento” = 18 pontos

2ª flecha – “mortal” = 16 pontos
2ª flecha – “ferimento” = 14 pontos

3ª flecha – “mortal” = 12 pontos
3ª flecha – “ferimento” = 10 pontos

Uma flecha que encoste na linha que delimita uma das áreas de pontuação, para ser validada ela deve “cortar” a linha por dentro, ou seja, tem que romper a linha totalmente.

Circuito
O circuito será montado com 14 alvos sendo:
- 3 alvos do grupo 1
- 3 alvos do grupo 2
- 4 alvos do grupo 3
- 4 alvos do grupo 4


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Conceitos e Fundamentos

Principais conceitos sobre a prática do arquerismo

Ajustes e Regulagens Preliminares de Equipamento

O material aqui apresentado tem a pretensão de auxilia-lo no ajuste fino de seu equipamento, para que seu arco tenha as melhores condições de disparo, fazendo assim que suas flechas possam voar sem nenhuma influência e exatamente para o ponto onde foram “miradas ou visadas”. Com o equipamento devidamente ajustado, você irá atirar com mais precisão e obterá um maior rendimento no esporte.
É importante realçar que aliada uma boa regulagem à técnica e ao fator mental, você terá retribuído em pontos, todo o seu empenho em estudos e treinamentos.
Para ajustar o seu material, e obter um bom vôo da flecha você deverá seguir os procedimentos sistemáticos descritos abaixo, e deve-se estar com todo o equipamento a ser realizado, pois qualquer mudança no conjunto poderá indicar uma regulagem inadequada e ineficiente, gerando assim um “fantasma” desnecessário, e de difícil identificação para uma possível correção. A correta combinação arco/flecha com os acessórios listados a seguir proporcionará o necessário para toda a gama de ajustes possíveis.

O Arco

Notadamente observamos quando da escolha do atleta por determinada categoria (Arco Composto ou arco Recurvo), e quanto à sua técnica de competição (tiro com ou sem mira), à escolha pelo “tipo ou modelo”, diversos são as opções oferecidas pelos fabricantes, todos nós ficamos encantados e apaixonados por maravilhosos modelos e cores, e nem sempre ficamos atentos a aquilo que realmente nos interessa, que são as especificações técnicas e recomendações de utilização.
Como praxe devemos ter em mente as seguintes questões:
Puxada correta, relação de potência (força) – de quanto a quanto vai?
Tal potência é mínima e máxima para meu trabalho correto? Será que esta potência estará adequada para minhas condições ergonométricas?
Não irei ganhar ou perder puxada, inviabilizando assim meu equipamento?

Comprimento do Arco(Recurvo)
Distâcia entre Eixos ( Composto)

No caso de arcos recurvos seu comprimento irá influenciar diretamente no fechamento da corda sobre os dedos , maior ou menor estabilidade (vibração), correto trabalho e vida útil da lâmina, e principalmente rendimento, este dado por uma relação matemática, sobre a puxada e o comprimento e potência das lâminas.

Os fabricantes recomendam:

Para o caso de arcos compostos à influência do espaçamento entre eixos, irá interferir diretamente em sua estabilidade e velocidade, por tanto para cada tipo de necessidade deverão ser levados em conta:

- Puxada e potência mínimas e máximas , descanso mecânico (%) ;tipo de polia (Round whell, Energy whell ou Soft cam, Speed cam, Hard cam, One-cam, Adjustable cams, Eliptic cams).
- Material de confecção , flexibilidade das lâminas, forma (retas , curvas).
- Peso físico do material (ponto de importância no que tange à compleição atlética do indivíduo.
- Posicionamento e angulo de grip – influência direta sob o estilo de tiro.

Os arcos deverão ter preferencialmente tiro central, ou seja, a janela de visada (mira) deverá ser cortada além do centro (eixo longitudinal) da empunhadura, para que permita a passagem da flecha sem interferência (contato físico com a parede da janela do arco) e também para que permita o ajuste do botão de pressão em todo o seu curso.
O fator de geometria do handle deverá ser observado tendo em vista sua elevada importância quanto aos fatores: força, estabilidade e velocidade, aspectos estes que em função da técnica à ser utilizada e da ergonometria do atletas serão mais ou menos adequados, e portanto com maior ou menor resultado.

Tiller

É uma medida que indica a relação entre as medidas de ângulos e forças das lâminas (superior e inferior) do arco, é medido da base do encontro da empunhadura com a lâmina, num angulo de 90 graus (reto) com a corda.
A variação média de 1/8” de polegada, com maior pressão na lâmina inferior é recomendada como tradicional (existem casos de distâncias iguais = excelente equilíbrio), contudo variáveis deverão e poderão ser consideradas caso a caso.

Examinando a mecânica do arco, podemos observar os seguintes pontos:

1- O ponto de encaixe da flecha na corda não coincide com o centro da mesma.
2-Para que a trajetória da flecha seja retilínea , é necessário que a velocidade da porção superior da corda seja igual à inferior.
Conclua-se que para o ponto (2) ocorrer , considerando-se o ponto (1), a lâmina inferior do arco deverá ser ligeiramente mais rápida pois a parte inferior da corda é maior. Para que isto aconteça torna-se necessário aumentar a força da lâmina inferior, provocando uma flexão maior na lâmina superior.

Nocking Point

É o ponto de encaixe da flecha na corda do arco .Aconselha-se localizar este ponto, no centro (90°) ou no máximo 1/8” acima da perpendicular da corda que passa pelo batente da flecha no arco (rest), isto para assegurar uma trajetória livre de interferências .

Combinação - Ajuste Final

Como pode ser observado ao se ajustar o Tiller, consequentemente, altera -se a posição do Nocking Point, devendo-se processar um ajuste combinado.
Um método bem simples e eficaz consiste em ajustar o Tiller à 1/4”” e atirar flechas sem penas à uma distância de 2 metros contra um anteparo de papel, posicionando-se o Nocking Point até se conseguir um orifício com o formato mais próximo de um círculo.
Se com este ajuste o Nocking Point ficar localizado acima de 1/4” da perpendicular, aumenta-se o Tiller, ou se abaixo de 1/8” da perpendicular , diminui-se o Tiller e processa-se nova regulagem pelo método descrito, até se conseguir uma combinação adequada.
Este processo embora de precisão didática, isto é, dispensa o uso do esquadro ( bow square), pode ser substituído sem perda da precisão de ajuste , pelo esquadro desde que sejam preservadas as condições básicas da angulação perpendicular da flecha à corda de 90 graus num limite de 1/8” acima ou abaixo, conforme o Tiller do arco.
Importante ressalvar que qualquer mudança na configuração do arco em relação à estabilizadores, irá implicar em nova regulagem Tiller x Nocking.

Ajustamento do Sincronismo das Roldana (Arco Composto)

Significa que as duas roldanas,superior e inferior devem atingir simultaneamente o pico de força (Peak Weigth), e consequentemente o fim da puxada (Full Draw). Quando isto não ocorre, as roldanas estão fora de sincronismo, fato este que ocasionará irregularidade de vôo da flecha, perda de velocidade e posterior perda de precisão.
Existem duas formas de se verificar o sincronismo, a primeira é visual, ou seja, o ângulo formado pela linha imaginária que passa pelo eixo e o centro e o centro da roldana e a lamina do arco, deve ser ao puxar a corda até o pico de força, notando-se tendência de rotação do arco, podendo ser percebida pela oscilação da ponta do estabilizador frontal (longo), ou ainda excessiva torção das lâminas.
Basicamente o sincronismo ocorre quando o comprimento de ambos os cabos é exatamente igual. O ajuste deste sincronismo, dependerá do sistema de cabos/roldanas do arco utilizado.
Se o sistema for convencional (com ancoras e cabos passantes), a regulagem pode ser efetuada, através do encurtamento ou alongamento de um dos cabos, por meio do parafuso de fixação do cabo na roldana. Em outros casos, torcendo-se o cabo mais longo, através da desmontagem da roldana correspondente.

Ajuste da puxada (Arco Composto)

A finalidade deste ajuste, é de se obter o máximo de rendimento do arco, ou seja, se conseguir imprimir à flecha toda a aceleração que o sistema de Lâmina/Roldana pode proporcionar. O ponto importante em um arco composto é que o fabricante possa fornece-lo com opções de tamanho de roldana adequado ao tamanho da puxada.
Normalmente as roldanas são oferecidas nas puxadas padrões de 27”, 28”,29”,30” e 31”, provavelmente o arqueiro terá que fazer o ajuste final para sua utilização, sendo que este é feito, através da corda aumentando ou diminuindo até que esteja dentro do desejado.

Deflexão de Lâminas (Arco Composto)

Outro fator à ser observado é o angulo de deflexão da lâmina, onde após a regulagem de nocking point, tiller, puxada e potência, esta deverá manter relação de equivalência, com mínima variação possível (1 a 2/8”). Tenha em mente que a lâmina de menor flexão (mais dura) deverá sempre ser utilizada em baixo.

Cordas e Servings

É muito importante dar atenção especial as cordas e servings, por ser a corda o impulsionador da flecha, e o serving sua base de resistência ao atrito. Deve-se sempre verificar o estado dos enlaces, verificando se estes não estão arrebentando, como também ao serving.
As cordas composta de fios de Dacron podem ser utilizadas para qualquer tipo de arco, como também as de Kevlar, (Arcos compostos/Recurvos de laminas de fibra maciça ou madeira e/ou laminados madeira/fibra), contudo as de Fast Fight ou materiais mais rigidos e de menor flexão (450 Premiun, Plus, Dynnea, etc...) somente deverão ser utilizadas nos arcos c/ laminas mais avançadas (de carbono, grafite, etc...) devido ao seu alto poder de impacto, o que quando ocorrer em demasia poderá fadigar o material e provocar a quebra de laminas , ou ainda a quebra de empunhaduras.
Normalmente o fabricante já entrega o arco com a corda adequada, o que em muito facilita ao arqueiro, contudo é notada a grossura de alguns fios utilizados para a confecção do serving, o que as vezes impossibilita a utilização de uma rabeira mais adequada à flecha, neste caso; este deverá ser refeito com fio tipo monofilamento ou tipo “linha de sapateiro”, atentando quando à grossura adequada (ver em NOCKES) e principalmente em relação à altura, pois o mesmo não poderá ultrapassar a altura da ponta do nariz do arqueiro (criando um sistema de referência proibido pelo regulamento da F.I.T.A.), e à base do grip.
O numero de fios de uma corda ou cabo, deverá ser utilizado de acordo com as instruções do fabricante.

Flechas

Flechas de tamanho correto, de peso e flexibilidade (spine) apropriadas, são imprescindíveis para um bom tiro, com as informações previas fornecidas pelos fabricantes, via catálogos, nas tabelas de tubos e bitolas, você estará apto à selecionar a flecha mais freqüentemente usada para fornecer um bom vôo a arqueiros que utilizam equipamentos semelhantes.
Existem diversos fabricantes e modelos de flechas, o importante de se observar ao escolher uma flecha é sim sua relação de puxada (comprimento) e potência (força do arco que a impulsiona), determinando o melhor spine, e não se preocupar com a cor de sua pintura, não é raro ver arqueiros utilizando flechas mal dimensionadas, onde seu fator de opção por estas fora à pintura (cor ou desenho de camuflagem para flechas de alumínio), ou ainda ir pela moda (Carbono/alumínio ou Carbono simples).
Muito importante é verificar qual a real necessidade de utilização desta ou aquela flecha, (Target ou Field) para sua melhor opção, não obstante caso a mesma seja para ampla utilização, equacione o mais similarmente possível.

Tubos

São diversos os tipos de tubos existentes no mercado, (alumínio, carbono ou alumínio/carbono), Easton A/C/E,A/C/C, Beaman Diva S, Beman Hunter, X7, XX 75, Gold, Black, Gamegetter, Ultra Lite, Super Lite, Cosmic, etc..., cada uma correspondente à uma determinada liga, a qual é responsável pela dureza e flexibilidade de sua linha.
Para flechas de alumínio os fabricantes adotam um sistema mundial de quatro números onde o primeiro par indica o diâmetro extremo do tubo, expresso em polegadas (exemplo 2014, o 20 indica que o diâmetro externo do tubo é de 20/64” de polegada) e o segundo par indica a espessura da parede do tubo (expresso em milésimos de polegada exemplo 14-14/1000”).
Sua opção por determinada flecha dar-se-á em função de consulta à tabelas especificas, e de acordo com a recomendação e sua possível variável, deverá ser observada sua curva de spine, peso total (grains), e componentes (sendo que estes e suas vararíeis requerem grande atenção quanto à funcionalidade, pois são muitas às combinações possíveis).

Pontas

Existem diversos tipos de pontas , cada uma adequada para um determinado tipo de tiro (Target, Field, Caça, etc...), o que nos importa saber é qual a ponta mais adequada as nossas necessidades. A mais adequada será aquela a qual satisfazer seu tiro, por exemplo: o arqueiro ira realizar provas de target, seu arco possui uma potência de 40 libras, e sua puxada é de 28 polegadas, verificando as tabelas de fabricantes este optou por flechas de alumínio - 1914 X 7 Black e uma vez que está determinada sua prova, fica mais fácil verificar qual a ponta a ser utilizada, pois para provas de target não são permitidas pelo regulamento F.I.T.A, ponta tipo field (alta penetração), ou de caça (trilaminadas, serrilhadas, e/ou dilacerantes). Sobram portanto as pontas tipo “Nibb”, (cônicas ou ogivais) que apresentam peso de 7 a 9% em relação ao peso total de flecha, sua escolha deverá recair sobre à velocidade, e estabilidade de vôo.
Estas informações normalmente constam dos catálogos técnicos, e as respectivas qualificações e dimensionamentos poderão ser realizados sem maiores preocupações.

Penas

Nos diversos tamanhos, materiais, e formas, tendo por função à estabilização de vôo da flecha, são fator de detalhe e não de importância principal, como muitos arqueiros pensam, pois devemos ter em mente que para maior velocidade utilizaremos uma pena menor (importante observar que uma pena menor influirá numa menor estabilização de uma má largada), portanto uma pena maior, terá maior arrasto aerodinâmico, mais estabilidade e menos velocidade.
Como resolver então , entre a pena mais rápida e/ou mais lenta e estável. Devemos observar o melhor conjunto de regulagem, ou seja verificar o vôo na menor e na maior distancia de tiro usada, vendo aspectos de parábola, alça de mira e/ou visada, angulação etc...
Naturais, PVC, Marlan, High Profile, Low Profile, Parabolic or Shield Cut, Retas, ou Spin - Wing, Rotorflex, enfim, de 1 à 5” (polegadas), lembre-se sempre que não é a pena seu fator de limitação, mas sim sua incorreta montagem (colagem e posicionamento), recomendamos pois um espaçamento de 1” do final da flecha (corte do nock), e simetria na colagem das 3 unidades. (Para maior facilidade use os limitadores dos coladores, e não se esqueça de pequeno reforço de cola).

Nocks - Rabeiras

Formas e cores se confundem, neste mundo de pequenas mas importantes peças, às quais deveremos ter atenção quanto à:
Verificar o correto alinhamento, verificar o correto encaixe na corda, se estiver largo não exageradamente, engrossar a corda com auxilio de fio/fita dental na região nocking point, caso contrário (fino demais, isto é, a corda tem muita dificuldade para se soltar), o ideal é trocar o mesmo por um melhor dimensionado. Verificar a existência de rachaduras ou trincos, junto à sua fixação, muitas vezes assustamo-nos quando uma flecha não sai, ou uma rabeira quebra em nossa mão, portanto evitando possíveis acidentes físicos, ou ainda danos ao arco, a qualquer destes sinais não tenha dúvida em substitui-lo.
As tabelas de revistas especializadas (catálogos), trazem especificações precisas, não faça seu dimensionamento à olho. Certifique-se do correto dimensionamento.

Button - Botão de Pressão (Arcos Recurvos)

O botão de pressão tem a função de absorver o choque da flecha com o arco, durante sua saída, reduzindo ao mínimo os efeitos de uma má largada, e de estabilização de flexibilidade.
Nem sempre ao iniciar-mos no esporte utilizamos tal acessório, isto pois no principio o mais importante é ajustar-se a forma, à dinâmica de movimento, conhecer o arco, as flechas, enfim este novo “membro” de nosso corpo.
Passada esta etapa, para iniciar-mos o bom ajustamento do tiro este se faz necessário e de grande utilidade, portanto equipe seu arco com um button que tenha o ponto de pressão que possa ser movido horizontalmente para dentro e para fora do arco, e que tenha perfeito ajuste da tensão de mola.
Escolha uma mola média (tensão), e adapte ao seu botão à mesma, ajuste uma pressão média, ajuste após isto a colocação do ponto de pressão de modo que o alinhamento do tubo se posicione de 1/8 a 3/16” polegadas (0,30 a 0,45 cm) para fora da corda, com a mesma corretamente centralizada no arco.

Arrow Rest- Batente da flecha

Tendo como função o apoio da flecha, este deve facilitar o máximo a passagem da flecha. Existem diversos modelos e utilizações, sendo mais comum o com braço de suporte retrátil, pois este modelo o recolhe no momento da passagem caso alguma pena por ventura venha a toca-lo.
Existem alguns modelos que incorporam uma placa de pressão de pressão ou mola ao batente, diversos arqueiros tem obtido sucesso com este expediente para o arco composto, contudo eles não apresentam a versatilidade obtida pelo tradicional button (caso de arqueiros de tiro instintivo). Rests avançados com regulagens de lateralidade, altura e pressão são os corretamente indicados para o Composto Livre.
Sua localização será à de 90 o. em relação à empunhadura, numa linha em direção à corda, sobre o furo (rosca do button), locado pelo esquadro (bowsquare), após o tiller regulado, em processo semelhante a marcação do nocking point.

Estabilização

A estabilização do Arco, tem pôr função permitir melhor firmeza e equilíbrio, são hastes de diversos materiais (alumínio, carbono , etc.) com um peso (regulável numa das extremidades e a outra rosqueada ao arco, seu comprimento variará de acordo com a necessidade de cada um, funcionando no sentido inverso ao pára-raios, ou seja ele tira a vibração da empunhadura e transmite ao ponto extremo do estabilizador principal, os laterais auxiliam no equilíbrio lateral eventualmente usados invertidos (pesos menores colocados na parte interna da empunhadura, quando visam mudar o equilíbrio).

Regulagem de Equilibrio

Uma vez instalada, toda a estabilização em sua configuração, poderemos saber se o aumento da massa do arco (peso acrescentado) haste e peso está de acordo com a dinâmica de movimento do arco.
No disparo o arco sem nenhuma estabilização tenderá à subir, isto é, ele irá elevar-se num movimento vetorial pela frente, dando a impressão que o braço anterior subiu, a estabilização anulará este efeito, deveremos então para este teste, virar o arco de cabeça para baixo, apoiando-o sobre apenas um ponto, e verificar se a estabilização principal, (central ou longo) está paralela ao solo, ou no máximo a 15 o.
O ponto de apoio será a base da rosca da estabilização, muito importante é lembrar que não devemos aumentar o peso em demasia e sem critérios, pois, isto acarretará em maior desgaste físico após longos períodos.

Mira - Sight

A alça da mira nada mais é do que uma régua adaptada à janela do arco, pôr onde desliza um cursor de referencia, ou visor (arco e pino).
Suspendendo-se o visor, teremos as menores distância, e abaixando-se o visor as distâncias maiores.
Caso você use alça de mira, certifique-se de colocar a barra vertical da mira paralela com a corda, e com a linha do centro (eixo longitudinal) do arco e limbos.
O pino de mira deverá ser colocado aproximadamente 1/8” para fora da corda e acima do eixo longitudinal da flecha, antes de iniciar o processo preliminar de ajustes.

Ajuste fino - Vôo das Flechas

O ajuste fino do equipamento, requer um desenvolvimento razoável de sua técnica de tiro, para que você possa obter o máximo de precisão .
Flechas que voem ou agrupem mal, desde que respeitando o devido dimensionamento (flecha x ponta x pena x nock x puxada) e não sendo corrigidas por uma melhor largada, são geralmente afetadas por um ou mais dos seguintes problemas :

1- Porpoising
2- Fish Tailing
3- Clearance

Estes problemas iniciam no instante em que a flecha é largada , e podem ser controlados se você tiver um equipamento bem ajustado. Quando você começar o ajuste fino, deve estar atento para problemas potenciais em cada uma das três características ajustáveis de vôo, na seguinte seqüência :
Porpoising - Movimentos em cauda de golfinho
Também chamado de corcoveamento, onde a flecha deixa o arco fazendo movimentos com a rabeira para cima e para baixo, e é causado pela posição incorreta do nocking point podendo estar muito alta ou baixo.
O melhor método para determinar a magnitude desta característica de vôo, e corrigi-la, é usar o teste da “flecha sem penas”. Para este teste utilizaremos três flechas sem penas, estas serão disparadas a uma distância de 7 a 10 metros, de mesma forma e posicionamento.
Se as flechas ficarem com a rabeira para cima, significa que seu nocking point está muito alto, posicione o para mais baixo e repita o procedimento até que as flechas entrem no alvo paralelamente ao chão.
Se as flechas ficarem com a rabeira para baixo, significa que o nocking point está baixo, posicione-o mais acima e repita o procedimento .
Quando tiver certeza de que o problema está resolvido, repita o teste primeiro com três flecha com penas, depois com três flechas sem penas e vá ajustando o nocking point, até que as flechas com e sem penas fiquem com o mesmo posicionamento, em paralelo ao solo.
É muito importante frisar que o corcoveamento deverá ser corrigido antes de qualquer outro problema.

Fishtailing - Derrapagem

Se as flechas deixam o arco fazendo movimentos para a esquerda e para a direita com a rabeira (movimentos em cauda de peixe), avaliamos então que o problema é de derrapagem.
O melhor método para determinara magnitude desta característica de vôo, é também o teste das flechas sem pena.
Atira-se três flechas com penas e três sem penas , mirando-se no mesmo ponto. Se as flechas sem penas pegarem à direita do grupo com penas, aumente a pressão da mola do button ou mova o ponto de contato da flecha com seu arco para fora da janela do mesmo.
Se as flechas sem pena pegarem a esquerda das flechas com pena alivie a pressão do button, ou mova para dentro da janela o ponto de contato da flecha com o arco.
Se você conseguir colocar o seu grupo de flechas sem penas a no máximo 4”polegadas (10 cm) de distância das com penas, isto atiradas a 13 metros, poderá ser considerado um ajuste razoável, podendo assim ser alcançado um bom vôo.

Obs.: Para arcos compostos, utilize sempre o teste de papel.

Conhecido mundialmente como o melhor avaliador da regulagem para arco composto, é o teste de papel identificador das vaiáveis de lateralidade, altura, e pressão de mola num sinônimo de verificador de spine). Sua utilização é bem simples , embora seu processo possa ser até lento ,inicie com um quadro de papel, sendo este de 50 x 50 cm (no mínimo) colocado na altura de seus disparos (+/- 1,30 cm de altura) e este cerca de 1 metro do aparo (fardos) aproxime-se cerca de 10 a 20 cm da ponta do estabilizador até o papel e dispare normalmente 2 a 3 tiros, após isto verifique a forma de furos no papel.

Clearance - Clareza - Passagem Livre

Para checar a interferência ou contato físico da flecha com a janela do arco, pulverize talco ou desodorante seco no batente da flecha, e na janela do arco perto do batente. Isto permitirá localizar o ponto da interferência .
As flechas não deverão penetrar totalmente no amparo (fardo, esteira, almofada, alvo), então examinaremos se houveram áreas onde o talco foi arranhado, qualquer interferência poderá ser detectada e corrigida da seguinte forma:
Se existe contato das pernas com a janela do arco, o botão de pressão deverá ser movido para promover o maior afastamento entre a flecha e a janela, e novo ajuste geral executado.
Persistindo o problema, você provavelmente necessitará substituir as suas flechas pôr outras de flexibilidade diferente, usando o seguinte critério: se a parte traseira da flecha está tocando a parte mais a frente da janela do arco, deverá ser utilizada uma flecha mais rígida. Se for utilizada uma flecha muito rígida, esta poderá tocar na parte traseira da janela do arco.
Antes de providenciar a substituição das flechas, certifique -se de que não há fonte externa interferindo, ou, que a corda do arco não esteja batendo no bolso de sua camisa , ou em qualquer outro lugar.

Checagem Geral de Processo:

1 – Selecione o material de montagem e ferramentas;
2 – Verifique a correta puxada (medida);
3 – Verifique e ajuste a potência inicial de trabalho;
4 - Selecione e instale o rest;
5 – Verifique e ajuste os Tillers;
6 – Ajuste a puxada , já com o gatilho e correta postura de trabalho;
7 – Ajuste a altura do Nocking Point com o esquadro;
8 – Selecione e instale estabilização e mira;
9 – Em distância de 10 metros verifique os primeiros tiros;
10 – Identifique sua linha básica de conduta para a regulagem;
11 – Faça o teste de papel, verificando e estudando os furos, e realizando as correções necessárias a cada passo;
12 – ajustado o furo no papel, vá até 18m, e realiza 6 tiros para a verificação do grupo, caso não tenha sido satisfatório repita o processo anterior (2 à 11);
13 – Uma vez ajustado e de bom agrado o grupo, dirija-se à 30 m, e posteriormente a 70 metros para a checagem final.

Obs.: Este processo é lento e deverá possuir sua máxima atenção e cuidados, com o material, espectadores auxiliares, ou ainda com sua própria integridade física.




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